28 de novembro de 2020

DC TALK “COLORED PEOPLE” | A Briga Racial e a Luta Pelo Amor

Photo by Matheus Viana from Pexels


Me perdoe, senhor, sua epiderme está aparecendo. Não pude me conter em notar seu tom de melanina.

No fim dos anos 80 um trio se ajuntou no estado da Virgina, EUA, e eles fizeram diferença em seu período enquanto banda. Este grupo era composto por Toby Mckeehan (mais como Toby Mac), Michael Tait e Kevin Max. Juntos lançaram cinco álbuns de estúdio e fizeram alguns shows ao redor do mundo, em que alguns deles foram lançados em vídeo depois.

Mas, o que esse grupo fez de diferente? Primeiramente, ele era composto por duas pessoas brancas e uma negra (há uma música deles sobre isso!); em segundo lugar, misturaram o hip-hop, rap e rock; e, por último, isso tudo foi no meio cristão. Na recomendação que fiz no blog, do disco Free At Last de 1992, tem um pouco mais da história deles e alguns dos prêmios que ganharam. Uma pena o último disco de estúdio deles ser de 1998, embora volta e meia sempre se reúnam para shows comemorativos, mas sem nenhuma música inédita como banda DC Talk.

Desde que começaram, suas letras sempre foram voltadas para a ótica cristã, mas sem deixar de ver o mundo com suas falhas e necessidades. Em 1995 foi lançado o disco Jesus Freak, provavelmente o disco de maior sucesso da banda, e nele as letras abordam de temas espirituais (como aceitação de Jesus, hipocrisia, ateísmo) e sociais (a busca do perdão de um amigo, racismo, encarar a tolerância e aceitação), temas que hoje, em pleno 2020, ainda estão em vigor. Destes, quero destacar a música Colored People.

Me perdoe, senhor, sua epiderme está aparecendo. Não pude me conter em notar seu tom de melanina.

Assim começa a música, direto ao ponto sobre o que ela quer tratar. Soa um tanto racista, não? Ainda mais no dentro o contexto e da história dos norte-americana, vemos um passado e um presente de conflitos, nomes que lutaram e continuam lutando por essa causa, como Martin Luther King Jr, Rosa Parks, Malcom X, e muitos outros. Recentemente tivemos o triste caso de George Floyd, um homem negro que teve sua vida abreviada pelas mãos de um policial branco, a fagulha que faltava para uma grande onda de protestos nos EUA. Mas a música toma um rumo diferente.

Eu tiro o meu chapéu para este arranjo colorido, porque eu vejo a beleza nos tons das nossas peles.

Esse trecho mostra que, apesar de pessoas más que nos circulam, existem aquelas que sabem admirar as diferenças, que entendem que as distinções nos fazem mais fortes e nos tornam pessoas melhores. Não é a cor de uma pessoa que a define como melhor ou pior. Isso vem do caráter dela.

Deus fez todas as coisas de forma perfeita, principalmente o ser humano. Ele fez todas as raças e todos os tipos, e o fez conforme Sua própria imagem e semelhança. Para Ele não há distinção de cores.

“Assim, Deus criou os seres humanos à sua própria imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou.”

Gênesis 1:27

E sabendo disso, não devemos gerar conflitos por causa desse tipo de situação. Devemos nos unir para proporcionarmos melhores condições para todos. Somos seres humanos e vivemos em um mesmo espaço. Vamos ensinar nossas crianças que suas origens não as tornam superiores. Todos temos uma história e todos temos uma luta para vencer. Estamos no mesmo time buscando a forma mais humanitária e igualitária para todos. Mesmo não sendo uma luta fácil e justa de se vencer, juntos somos mais fortes, como reforça este lindo refrão da música.

Somos um povo colorido, e vivemos em um lugar corrompido.
Somos um povo colorido, e eles nos chamam de raça humana.
Temos uma história tão cheia de erros.
E nós somos um povo colorido que depende da Santa Graça.

A escolha dessa canção foi uma sugestão do meu irmão, Matheus. Você pode conferir a música e ler a letra na íntegra nos links abaixo, assim como o vídeo no YouTube deste texto.

Deixe sua sugestão nos comentários ou no Instagram. Quem sabe ela não pode ser a próxima a aparecer por aqui!?


Vídeo no YouTube: https://youtu.be/GLDuaMZ-yds

Letra original: https://genius.com/Dc-talk-colored-people-lyrics

Letra traduzida: https://www.letras.mus.br/talk-dc/316624/traducao.html

Escute pelo: Deezer | Spotify | YouTube | YouTube Music

9 de outubro de 2020

PAUSA

 

Olá queridos leitores do Construindo Uma Memória. Espero que tudo esteja muito bem com vocês.

 

Este ano o blog teve altas e baixas. Projetos novos, alguns que apenas ficaram no papel e não saíram, e a retomada de alguns que já existiam. Aprendi e cresci muito com playlists que montei por conta própria ou por sugestões que me foram dadas, e as muitas músicas e álbuns que tive o prazer de escrever sobre.

 

Falando em crescimento, atualmente estou participando de um curso que, de alguma forma, acabará por agregar o conteúdo aqui. Ele está previsto para encerrar em novembro.

 

Tendo em mente essa situação mencionada, decidi dar uma pausa nas postagens inéditas até o fim deste curso. Enquanto isso, trarei uma vez por semana postagens antigas que tiveram impacto em minha vida enquanto escrevia, algumas que tive retorno positivo no privado, e algumas que talvez tenham sido injustiçadas pelo momento que tenham sido postadas.

 

Estes textos serão compartilhados pela página no Facebook, pelo canal do Telegram e os stories do Instagram.

 

Até o retorno de textos, se cuidem e continuem construindo suas memórias!!

 

1 de outubro de 2020

(Recomendações de Álbuns) Iron Maiden - Piece of Mind [1983]

 

A primeira vez que me lembro de ter ouvido o nome Iron Maiden foi com a banda Magnitude 9 (eu acho que foi em 2005), porque eles fizeram uma versão da música Flight of Icarus. Depois disso, tudo o que ouvi sobre eles era ruim e cheio de preconceito, mencionando que eles eram envolvidos com ocultismo e satanismo até que, um dia, em uma aula de Literatura do cursinho pré-vestibular, lá por 2011, o professor mencionou que algumas de suas músicas eram inspiradas por livros e até mesmo eventos culturais. Em minha (até então) mente fechada do mundo e música, tentei imaginar se aquilo era possível.

 

Quando cheguei em casa, peguei o notebook da minha irmã, fui até a biblioteca pública, conectei ao Wi-Fi e comecei a procurar respostas e fiquei impressionado com a quantidade de informação e desinformação que havia espalhada sobre eles. A primeira que pode ser anulada é aquela sobre o ocultismo e satanismo. O baterista, Nicko McBrain, é um cristão professo. Sendo eu cristão, embora respeite e nunca tenha tratado de forma diferente aqueles que estão envolvidos com essas práticas, eu não posso cantar e ouvir aquilo que vai contra o que acredito. Isso é hipocrisia! E vejo que Nicko não estaria tocando nada que ferisse sua fé.


Depois de ler vários artigos, entrevistas, era hora de escutar algumas músicas. A velocidade da internet não era rápida onde eu estava. Comentei com meu fisioterapeuta, durante uma das sessões, meu desejo de querer conhecer mais sobre e suas músicas. Por ele ser um amigo da família, no dia seguinte ele estava lá batendo na porta da casa da minha mãe e trouxe uns três CDs com muitos MP3s para que eu pudesse copiá-los e escutá-los e, no meio de tantos artistas, também havia muita coisa do Iron Maiden. Um dos poucos álbuns completos, ao invés de canções aleatórias, era o Piece of Mind, o quarto disco completo da banda. Eu nunca conseguirei agradecê-lo o suficiente. Tá bem... tá bem... até onde me é possível, eu compro os lançamentos oficiais do que gosto e encorajo todos a fazerem o mesmo. Se não é possível, use as plataformas oficiais de streaming. Também, o Piece of Mind foi o primeiro álbum que adquiri da banda por causa do tanto que amo esse álbum.

 

Assim como meu antigo professor de Literatura disse, há grande influência de livros e eventos culturais. Neste álbum você pode encontrar referências como:

  • Where Eagles Dare - parcialmente inspirado pelo filme "O Desafio Das Águias" de 1968, dirigido por Brian G. Hutton;
  • The Trooper - sobre um soldado na Batalha de Balaclava, que aconteceu durante a Guerra da Crimeia em 1854, e as letras são, em parte, baseadas no poema "The Charge of the Light Brigade" escrito por Alfred Lord Tennyson;
  • Still Life - inspirada no conto "The Inhabitant of The Lake" do autor Ramsey Campbell;
  • To Tame A Land - inspirado pelo livro "Duna", escrito por Frank Herbert.

Não nomearei todas, mas estas são algumas das mais importantes de se mencionar.

 

Este álbum é marcado por muitas coisas como o grande sucesso na América, a entrada do atual baterista Nicko McBrain e pela extensa turnê mundial. Também, o álbum captura o que a banda estava trazendo desde seu primeiro disco em 1980: músicas rápidas, galopes, refrãos que grudam na mente e muita energia.

 

As músicas que mais gosto, conforme são tocadas no álbum, são:

  • Where Eagles Dare
  • Flight Of Icarus
  • Die With Your Boots
  • The Trooper
  • Sun And Steel
  • To Tame A Land

 

Coloque todo preconceito de lado. Você pode estar perdendo algumas joias raras por aí como eu estive por um tempo.

 

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Escute pelo:


Deezer

Spotify

YouTube

YouTube Music


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Referência:

https://loudwire.com/iron-maiden-piece-of-mind-anniversary/

 

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Playlist SMS:

Construindo Uma Memória SMS (Deezer)

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Construindo Uma Memória SMS (YouTube)

Construindo Uma Memória SMS (YouTube Music)

 

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26 de setembro de 2020

K7 #020 Einar Solberg

 

Para criar música é necessário ter uma mente criativa. Com essa mente criativa, o compositor imagina todo o processo e decide gravar como "pessoa de uma banda só" (tocando todos instrumentos) ou algumas outras pessoas. Depois disso, nós geralmente temos uma banda. Às vezes quando se quer implementar algo diferente que outra banda possui, um membro é convidado para emprestar seu talento e, com isso, temos uma música com "participação especial".

 

Hoje estou trazendo para o Construindo Uma Memória alguém que tem sua própria banda e já participou de outras bandas. Einar Solberg vem da Noruega. Ele é um cantor e tecladista. Ele é conhecido por ser o vocalista da sua própria banda, o Leprous.

 

Seu tom é melancólico e poderoso. Toca na alma. Um jeito muito único de cantar. Ele costumava usar vocais rasgados também, característicos do metal, mas a última vez que ele gravou com essa técnica foi em uma gravação de 2016, presente na playlist de hoje.

 

Como disse no primeiro parágrafo, de tempos em tempos alguém contribui com seu talento em outra banda para trazer algo diferente. Não foi diferente com Einar Solberg. Juntamente com sua banda, ele fez participações em outras músicas, principalmente nos projetos do seu cunhado, Ihsahn, conhecido por sua longa participação e trabalho com a banda Emperor desde o início dos anos 90, e como produtor musical.

 

Então aqui vão 2 músicas da sua banda, Leprous, e 7 outras músicas em que ele participa como vocalista.

 


 

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Escute pelo:

 

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